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Fórum Econômico Mundial: Brasil anuncia centro para indústria 4.0

O Brasil anunciou nesta quarta-feira (22) a instalação do primeiro centro de estudos e pesquisa voltado para a indústria 4.0, em parceria com o Fórum Econômico Mundial, organização que reúne empresários e líderes de todo o mundo.

Chamado de C4IR Brasil (Centro para a Quarta Revolução Industrial), o centro entrará em operação ainda no primeiro semestre deste ano. A entidade é uma parceria público-privada entre empresas de atuação global, o governo do estado de São Paulo e o Ministério da Economia.

O secretário especial de Produtividade, Emprego e Competitividade do Ministério da Economia, Carlos da Costa, e o governador de São Paulo, João Doria, estão em Davos, na Suíça, para participar da solenidade.

De acordo com o Ministério da Economia, o novo centro terá como objetivo estimular a adoção de novas tecnologias e melhorar a inserção do Brasil nas cadeias globais de valor, ampliando a produtividade e competitividade das empresas brasileiras. Nessas cadeias globais, indústrias de um país produzem ou montam componentes para fabricação em outros países.

Entre as tecnologias da indústria 4.0, o centro pretende estimular a adoção da internet das coisas, com a qual objetos se comunicam pela internet, e o uso industrial da inteligência artificial. O centro procurará levantar os principais desafios econômicos e sociais desses instrumentos, propondo soluções.

A primeira empresa a se comprometer com a iniciativa é a AstraZeneca, gigante mundial de biofarmacêutica. Ela fará pesquisas relacionadas com cidades inteligentes, internet das coisas e dados. A unidade da empresa na capital paulista abrirá em abril, durante um evento que será uma versão paulista do Fórum Econômico Mundial.

O C4IR ficará no campus do Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT) da USP e terá como foco "co-desenhar, testar e refinar modelos de governança de políticas públicas que maximizem os benefícios e minimizem os riscos de tecnologias emergentes", e na criação de "projetos-piloto que possam ser adotados em todo o mundo".

Detalhes como investimento total, número de pesquisadores ou mesmo a data de abertura do centro não foram revelados no anúncio.

Fonte: Olhar Digital - 23/01/2020